O Projeto MÃO NA JACA se propõe  a VENDER A JACA VERDE JÁ BENEFICIADA E PRONTA PARA A SUA PANELA e aproveitar o enorme potencial alimentar das jaqueiras da nossa cidade. Hoje quem na verdade aproveita nossas jacas são os macacos pregos, as jacutingas e outros animais que habitam a floresta e as consomem sem receio. Até mesmo já dependem delas.

Nosso objetivo é apresentar à população do Brasil o vastíssimo potencial de uso da jaca verde em pratos salgados. Nós, que a trouxemos da Ásia para o Brasil, devemos também aproveitar a fruta desta árvore tão pujante e generosa.

A Jaca verde não tem gosto nem cheiro é uma base neutra para o cozinheiro, como seria um papel em branco para um desenhista. Ela vai ressaltar o sabor e odores dos temperos usados no seu preparo, vai completar sua refeição como um bom carboidrato e ainda é rica em vitaminas A,B,C, Potássio, Magnésio, e outras coisas boas, como o Triptofano, que estimula a produção de Serotonina no seu cérebro, deixando você mais feliz.

Aprender novas formas de aproveitamento da jaca aproxima as pessoas deste que é o maior fruto arbóreo do mundo. Conhecer e aproveitar uma árvore comum no nosso ambiente florestal e urbano nos induz a descobrir formas de relação da cidade com a natureza.

Nossa estratégia principal é oferecer Oficinas MÃO NA JACA, onde ensinamos o beneficiamento da jaca verde para o preparo de pratos salgados. A venda do material obtido através deste beneficiamento torna o projeto economicamente sustentável, permitindo também a oferta de oficinas gratuitas e o compartilhamento do espaço com parceiros sobre temas voltados para a Permacultura e para uma vida mais saudável e sustentável.

Em nossos locais de coleta fazemos o mapeamento e a numeração das jaqueiras, que são sinalizadas com um “crachá arbóreo”. Esta sinalização tem um caráter didático e de valorização da jaca.

Num âmbito mais amplo o projeto MÃO NA JACA pretende viabilizar ações de trabalho pedagógico, ambiental e social, envolvendo vários campos de conhecimento: Gastronomia, Medicina, Biologia, Urbanismo, Geografia, Sociologia, História ... Há espaço para muitas frentes de atuação.

Hoje na Floresta da Tijuca e no Parque Lage várias jaqueiras já foram “aneladas”, receberam um corte ao redor do caule que mata a árvore. Acreditamos na necessidade de manejo da espécie. Porém, erradicá-la traria mais danos que proveito.

A Jaqueira foi trazida para dentro das florestas cariocas na época colonial pela mão de colonos, carvoeiros e agricultores. Seu avanço sobre a mata atlântica nativa acontece somente quando a estrutura da floresta já se encontra deteriorada pelas ações humanas. As grandes árvores da mata atlântica – Jequitibás, Sibipirunas, Guapuruvus, Paus-Ferro, Jacarandás, etc. – abundam nas áreas onde a floresta se encontra madura e saudável. Estas árvores são mais altas e fazem sombra sobre as Jaqueiras, inibindo sua dispersão. As Jaqueiras podem então ser entendidas como indicadoras de áreas de fragilidade da floresta, como um sinal dos locais onde precisamos cuidar melhor dela. Não como a sua inimiga.

A valorização das Jaqueiras na cidade estimula a implantação de ações educativas, ecológicas, gastronômicas e ambientais que promovem mais saúde e harmonia das pessoas com o meio ambiente.

A jaca nos ajuda a praticar atividades coletivas, uma vez que ninguém come uma jaca sozinho; também, para trabalhar a jaca é melhor convidar os amigos e, assim, nas Oficinas Mão na Jaca buscamos resgatar nosso sentido perdido de coletividade. 

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